Um homem passa por uma barricada em chamas durante um protesto contra o governo e a insegurança do primeiro-ministro Ariel Henry, em Porto Príncipe, Haiti, 1º de março de 2024. FOTO DE ARQUIVO DA REUTERS

PORTO PRÍNCIPE (Reuters) – Grupos armados avançaram na maior prisão do Haiti na noite de sábado, desafiando as forças policiais que pediram ajuda após dias de tiroteios em partes da capital, enquanto um importante líder de gangue tenta derrubar o primeiro-ministro Ariel Henry.

Dois dos principais sindicatos policiais do país caribenho pediram ajuda para impedir que prisioneiros, muitos considerados criminosos conhecidos, escapem do Centro Correcional Nacional de Porto Príncipe.

Não está claro quantos deles escaparam da prisão, um número que foi descrito como “significativo” pelo jornal Gazette Haiti. Alguns prisioneiros estavam relutantes em deixar o campo em massa por medo de serem apanhados no fogo cruzado, disseram fontes à Reuters.

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De acordo com relatos da mídia local AyiboPost, os policiais designados para a prisão deixaram o local no sábado.

O governo do Haiti, o país mais pobre das Américas, não comentou a situação no sábado.

Tiros pesados ​​geraram pânico nos últimos dias, após apelos do líder de gangue Jimmy Cherizier, um ex-policial, para que grupos criminosos se unissem e derrubassem Henry. Cherizier, também conhecido como Barbecue, lidera uma aliança de gangues e enfrenta sanções da ONU e dos EUA

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Segundo o grupo de direitos humanos RNDDH, a prisão, que tem capacidade para 700 reclusos, tinha 3.687 reclusos em Fevereiro do ano passado. O relatório de 2017 do grupo alertou para a grave sobrelotação na prisão, que alegadamente sofre de uma força policial fraca.

O ataque à prisão surge na sequência de relatos divulgados na sexta-feira de que homens armados tentavam assumir o controlo do principal porto de contentores da capital, causando perturbações no trânsito e com gangues ameaçando atacar mais esquadras de polícia na cidade.

Esta semana, Cherizier alertou os residentes para impedirem as crianças de irem à escola para “evitar danos colaterais” à medida que a violência aumenta.


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O primeiro-ministro Henry, que chegou ao poder após o assassinato do último presidente do país, Jovenel Moise, em 2021, já havia anunciado que deixaria o cargo no início de fevereiro. Mais tarde, afirmou que para garantir eleições livres e justas, a segurança deve primeiro ser restaurada.



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