Incapaz de realizar uma dispendiosa convenção constitucional (Con-con), alertada contra o enfraquecimento do Senado na assembleia constitucional (Con-ass) e acusada de liderar a iniciativa popular, a Câmara dos Representantes procura agora uma quarta forma de alterar a Lei Constitucional de 1987.

“Neste momento, estamos a seguir a ‘fórmula Bernas’, segundo a qual consideraremos alterações através do processo legislativo regular”, disse Jude Acidre, vice-líder da maioria na Câmara dos Representantes e deputado da lista do partido Tingog.

Ele estava se referindo ao método de alteração da constituição proposto pelo falecido advogado e padre Joaquin Bernas, um dos principais membros da Comissão Constitucional de 1986. Numa coluna de opinião de 2011 para o Inquirer, Bernas explicou que sob este “quarto modo” de alterar a Constituição Charter (Cha-cha) ambas as casas do Congresso “permanecerão onde estão e formularão suas propostas da mesma maneira que fazem para os estatutos, mas por uma votação de três quartos de cada casa. Tudo o que é aprovado é enviado para a segunda residência para processamento.”

O Modo Quatro é visto como um meio-termo entre a Câmara dos Deputados e o Senado, que se viu em um debate acirrado no mês passado sobre os motivos por trás do Cha-cha. “O fim lógico seria que ambas as câmaras a aprovassem através do processo legislativo regular”, disse Acidre, observando que o processo seria tão transparente como qualquer outra legislação.

A Câmara testará o processo da fórmula de Bernas após iniciar na próxima semana as deliberações sobre a Resolução de Ambas as Casas (RBH) nº 7, uma réplica virtual da RBH 6 apresentada pelo presidente do Senado, Miguel Zubiri, em janeiro, exceto pelo método de votação.

Embora o RBH 7 reflita a exata redação do Art. 17 da Constituição (votos de dois terços de todos os membros do Congresso), a resolução do Senado acrescentou uma cláusula que permite aos senadores votar separadamente.

A necessidade de Cha Cha aumentou

Acidre destacou que esta cláusula não existia na Constituição de 1987, mas reconheceu que o método de aprovação ainda poderia ser determinado pelo processo de conferência bicameral.

O Senado iniciou audiências públicas sobre mudanças nas regulamentações econômicas detalhadas. Além disso, as audiências no Senado também levantaram questões sobre se havia realmente necessidade das alterações.

“No momento, não precisamos do Cha-cha, então nós, no bloco Makabayan, somos contra tais movimentos na Câmara e no Senado a favor do Cha-cha de qualquer forma”, disse a deputada Gabriela Arlene Brosas. Ela também sublinhou que a Câmara deveria prestar atenção às exigências dos trabalhadores por salários mais elevados através de legislação.

“Essas idas e vindas entre o Senado e a Câmara são perturbadoras porque estamos esquecendo nossa tarefa como legisladores, que é aprovar leis para melhorar a vida dos filipinos e não brigar entre nós”, acrescentou ela.

Em entrevista coletiva na quinta-feira na Câmara, Brosas se perguntou por que os legisladores insistiram tanto para que Cha-cha fizesse as emendas ainda não especificadas.

“Se ouvirmos as pessoas, elas nos dizem o que precisamos fazer”, disse ela, apontando para o projeto de lei pendente para aumentar o salário mínimo.


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A representante da ACT Teachers, France Castro, disse que exigiria salários mais elevados para os trabalhadores do sector público, incluindo professores e enfermeiros, observando que não foram apresentadas medidas este ano para aumentar os seus salários. – COM O RELATÓRIO DE PESQUISA DO INQUIRENTE



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